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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Newsletter da Ivanka Trump

sábado, 29 de agosto de 2009

Lançamento da Dior Joaillerie: "Rois et Reines"


Acaba de sair do forno mais uma coleção mais do que especial de  Victoire de Castellane, a mente brilhante por trás da Dior Joaillerie. Intitulada de "Rois e Reines", ou melhor "Reis e Rainhas", as criações foram pensadas para serem usadas em dupla, o rei como um pingente e a rainha como um anel. 

As coroas, bustos, brincos dos reis e rainhas são constituídos de platina e cravejadíssimas de diamantes e ao centro, esculpido em jade, opala, quartzo, obsidiana, labradoritas, entre outras gemas, um crânio humano, para lembrar de que o tempo passa e que todos precisam aproveitar a vida. Mensagem de Victoire, viu?!

Os monarcas de Castellane reinam em terras desconhecidas, como: Rainha da Jadelenia, Rei da Opalania, Rainha da Quartzolandia e assim vai...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pulseira ou relógio?

No post anterior vocês puderam conhecer a primeira coleção de fine jewelry da Maison Martin Margiela. Acima, o novo lançamento da marca, uma pulseira em formato de relógio, mais uma ilusão do desconstrutivismo.

A jóia feita em ouro branco e amarelo é fruto de uma colaboração entre os ateliers Martin Margiela e da Surface to Air (estúdio de criação e consultoria que tem escritórios em Paris, São Paulo e NYC).

O desconstrutivismo da Maison Martin Margiela também na joalheria

Recentemente, a Maison Martin Margiela lançou sua primeira coleção de fine jewellery em parceria com a famosa joalheria italiana Damiani Group.

Para quem ainda não conhece, Martin Margiela é um fashion designer belga que trabalhou com Jean Paul Gaultier e também foi designer responsável pela linha feminina da Hermès. Foi figura de destaque no movimento desconstrutivista do fim dos anos 80, que tem a fragmentação e o desenho não-linear como características principais, servindo para distorcer alguns dos princípios elementares da arquitetura ou moda. Foi assim que, Margiela junto com  Rei Kawakubo, da Comme des Garçons virou o mundo da moda de cabeça para baixo, quando apresentou ao público, roupas em proporções fora do normal - mangas mais longas que os braços, emendas e bainhas a mostra.

A coleção possue 14 peças, feitas em prata, ouro amarelo, rosa e diamantes, todas inspiradas no século XXI e são divididas em 3 linhas:
Chevalière: anéis que tornam-se pulseiras ou pingente.
Brincos: se transformam em anéis ou pingente.
Chain: correntes com aros ovais gigantes, se transformam em pulseira ou colar.

Bom, obviamente já deu para ver que até na joalheria seu background desconstrutivista tem presente forte.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Eugenie Niarchos para Azzaro


Tudo começou quando modelo porto-riquenha Astrid Munoz, apresentou Vanessa Seward, diretora de criação da Azzaro para a society girl Eugenie Niarchos no Le Mathis, bar em Paris há alguns anos atrás. Seward logo ficou fascinada pela sensibilidade, estilo e pelas belíssimas jóias da garota e dedidiu provar ao mundo que Eugenie tinha muito mais a mostrar do que apenas seu label de society girl

Vanessa Seward propôs a Eugenie e idéia de criar uma linha de jóias/bijouteria para a Azzaro e logo a veio na cabeça a imagem das coroas de folhas de louro da época de Júlio César. Dito e feito! A coleção ficou linda, repleta de pentinhos para o cabelo, broches, brincos, pulseiras em forma de flor, diademas e colares. A maioria das peças são feitas em metal, strass e são cheias de estilo, saindo por um precinho super acessível (180 EUR). Para dar uma olhadinha na coleção completa, clica aqui!
Endereço: Azzaro Couture 65, rue du Faubourg-Saint-Honoré, 75008 Paris. Tel. : 01 42 66 92 06

Fotos 1: Pentinho para cabelo - 270 EUR
Foto 2: Eugenie Niarchos
Foto 3: Vanessa Seward
Foto 4: Diadema - 900 EUR

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mosquito ring.....buzzzzzzz.......

O joalheiro londrino Stephen Webster, conhecido pelo seu gothic style lançou-se na luta contra a malária, criando um anel mosquito para alertar os viajantes ingleses sobre a doença. A criação original foi feita em ouro branco banhado à ródio, com pequenos cabochons de rubi, asinhas e rabo com pavé de diamantes e a estrutura do anel cravejada em diamantes negros, a peça será leiloada e os recursos vão para a associação "Malaria No More UK". Em outubro, uma edição limitada com 300 réplicas do anel estará disponível no site www.asos.com, o preço do mimo será de £50, ou seja, qualquer um poderá ter!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Jewelry-box de Delfina em Roma


Eu apresentei no "A Diamond Affair" a designer de jóias Delfina Delettrez Fendi dois posts abaixo (olha lá!). Quem estiver com viagem marcada para Roma, pode dar uma passadinha na loja que leva seu nome, que ela inaugurou recentemente bem pertinho da Piazza Navona. Seu espaço lembra uma farmácia antiga, por causa das mais de 185 gavetinhas nas paredes, mas obviamente com um visual super moderno, detalhes em verde-penicilina e para finalizar uma mesa linda do designer também italiano, Gio Ponti. O endereço é 67, Via del Governo Vecchio e tel: 39-06/68-134-1105.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Criações "cool" e aterrorizantes de Delfina Delettrez Fendi


Como o sobrenome já diz, Delfina traz no DNA uma paixão por moda e acessórios. Parte da quarta geração da família Fendi, a designer tem 21 anos, vividos entre Roma, Rio de Janeiro e Paris, onde fez estágios em importantes maisons, como no escritório de estilo da Chanel. Sempre estimulando sua criatividade, Delfina Delettrez Fendi caiu nos encantos da joalheria, o que já lhe era familiar, pois seu pai é Bernard Delettrez, um renomado joalheiro francês. 

Tudo comecou quando Delfina decidiu retomar o logotipo das cinco estrelas e do crescente de lua desenhado nos anos 80 para Karl Lagerfeld por Bernard, como motifs de sua primeira coleção de jóias, que foi apresentada em outubro de 2007 na famosa Colette em Paris.

Sua mais recente coleção traz motifs góticos como caveiras, mãos de esqueletos, insetos e sapos, sempre utilizando materiais como ouro, prata, esmaltes, pedras preciosas, pele, osso e até dentes. Não precisa dizer que ela adora anatomia e que seu filmes preferidos são "Nightmare before Christmas" e "Corps Bride" de Tim Burton. Para apresentar sua nova coleção, o cenário também foi muito bem pensado, tudo aconteceu no restaurante Le Grand Vefour do século XVIII, que fica nos jardins do Palais Royal. 

Enfin .... criações super cool, mas que também aterrorizam, podemos nomeá-las de gothic chic...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Para quem curte originalidade



Você já pensou no que fazer com botões de couro antigos? E você já viu anéis em forma de "finger food"? Enquanto nós tentamos achar respostas para essas perguntinhas, a designer americana de jóias/bijuteria, Elizabeth Yarborough, pelo visto foi muito além da nossa imaginação. Elizabeth consegue enxergar beleza e utilidade em objetos que muitos não dão o mínimo valor, como botões, fios, chifres, laços, penas e consegue transformá-los em bijuterias cheias de charme e senso de humor. A designer já vende suas criações pelo mundo, mas ainda não no Brasil, mas graças a super tecnologia, a marca vende on-line. Já vou pedir o meu! Vale a pena dar uma olhadinha no site, clica aqui!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Camille Miceli, por atrás da Louis Vuitton

Ela tem em seu currículo grandes nomes da moda como Azzedine Alaïa e Chanel. Camille Miceli é a in-house jewelry designer da Louis Vuitton, que convocada para o posto com intuíto de trazer uma visão mais jovem e creativa para as bijoux marca, através de seu talento em transformar simples matérias-primas em acessórios de luxo e objetos de desejos com muita cor.

Sua passagem pela Chanel lhe rendeu muitos frutos e experiência, inicialmente trabalhando com casting e produção dos megas defiles da marca, diz aprendeu muito com Karl Lagerfeld. Ela aterrisou na maison Vuitton em 1997 e períodos seguintes a marca passava por grandes mudanças em busca de um novo conceito, neste meio tempo trabalhava com prêt-à-porter. Após algumas mudanças em sua vida pessoal, como a maternidade, Camille sentiu intensamente a necessidade de criar, foi quando pediu a Marc Jacobs que desse a ela a tarefa de criar a primeira linha de jóias, Jacobs logo concordou.
Camille Miceli busca inspiração em seu próprio ambiente, colecionadora e amante de fotografia e arte contemporânea, cita como seus favoritos: os cliques de Pierre Bourdieu, Nobuyoshi Araki, dramático fotógrafo japonês, Manga, famosos cartoons que viraram verdadeira febre da indústria cartunista japonesa, Paul Virilo, artista francês e Valérie Belin, conhecida por suas fotos de manequins, que mesmo sendo bonecas de plástico, conseguem transmitir vida pelo olhar.

Camille tem especial respeito pelas jóias dos anos 30, que marca o fim do périodo Art Deco, com características fortes como: muito contraste pelo uso do diamantes (claro) e ónix (escuro), figuras geométricas, representado por linhas retas, círculos e triângulos (comum em muitas peças de Jack Vartanian) e pelo uso de gemas (jade) esculpidas. A artista promete que tem muito mais para mostrar, então é só esperar!

Foto (créditos): Vogue Paris

sexta-feira, 13 de março de 2009

Dos pretinhos básicos às bolsas em matelassê, CHANEL também marca presença na joalheria

Sempre que Coco Chanel ia trabalhar, ela estava usando pérolas e dizia que era uma maneira de honrar seus empregados. Pérolas obviamente, sempre fizeram parte do DNA da marca e a designer criou várias maneiras de usá-las, dos longos colares de inúmeras voltas a até enrolados em forma de pulseira. As pérolas fazem parte da imagem da Chanel como os pretinhos básicos, sapatos bicolores, bolsas em matelassê, pulseiras com cruz de Malta, cintos de correntes, camelias e botões dourados.

A primeira vez que Chanel apresentou pérolas em uma linha de bijoux, foi no ano de 1924, quando a maison mostrou um par de brincos feitos com pérolas brancas e negras, a peça levava o nome de Zuleika Dobson, heroína da sátira de Max Beerbohm de 1911. Como foi um sucesso imediato, logo a marca lançou uma linha de colares com pérolas barrocas, aquelas que naturalmente têm formato irregular.

Em 1932 membros do International Guild of Diamonds Merchants (associação de comerciantes de diamantes da época), os quais tiveram sérios prejuízos em seus negócios com a Grande Depressão, pediram a Coco Chanel para fazer uma coleção de fine jewelry, com o intuíto de melhorar as vendas das gemas preciosas. Chanel logo concordou e passou a importante tarefa a Paul Iribe, designer, artista, fashion illustrator e amigo pessoal de Coco Chanel.

Coco Chanel (1932) - "O que me fez pensar em fazer jóias falsas em primeiro lugar, foi que, eu achei que bijouterias estariam livres da arrogância em um momento em que o luxo era acessível. Isso não faz mais sentido em um período de crise econômica {referia-se à Grande Depressão}. Se agora escolhi diamantes, foi pelo seu significado, eles representam o mais alto valor no menor volume possível".

No mesmo ano aconteceu o debut da coleção de nome "Bijoux de Diamond" no número 29 da famosa Rue du Faubourg-St.-Honoré em Paris. As peças traziam muitos diamantes e eram todas feitas em platina e o pièce de résistance da coleção foi lindo um colar em forma de cometa com uma estrela irregular, cravejado com mais de 600 diamantes. O peça não tinha fecho, era simplismente colocada ao redor do pescoço, como um abraço. O Collier de Comète (na foto ao lado) como era chamado, levou nove meses para ficar pronto e sua manufatura foi um desafio para os artesãos, a peça demandava muita habilidade com platina devido ao formato em arco do colar, realmente uma inovação para a joalheria da época, algo já de se esperar vindo da visinária Mademoiselle Chanel. Mais de 70 anos depois e o Collier de Comète continua sendo o signature piece da marca.

A partir de então, a Chanel Fine Jewelry apresenta coleções regularmente desde 1993, ano que que abriu sua primeira loja na famosa Place Vendôme em Paris. A maison lança duas coleções de jóias anualmente: primavera-verão, sendo a mais informal, com peças ready-to-wear e outra de inverno trazendo jóias mais caras e poderosas. Sempre há também uma coleção artística que normalmente é exposta nas boutiques mais importantes da marca ao redor do mundo, como a coleção "Rêves de Diamants", que comemorava os 70 anos da marca, exibindo o magnífico Collier de Comète desta vez com 3.590 diamantes e pinjentes removíveis em forma de sol, lua e estrela, a peça custava uma bagatela de $1.1
 milhões de dólares.

A contribuição de Gabrielle "Coco" Chanel ultrapassou a fronteira do território da moda e trouxe importantes inovações para o mundo da joalheria. Desde o conceito de misturar gemas preciosas com cascatas de imitações de pérolas até belíssimas e dramáticas coleções ao longo dos anos.

Foto à direita: Bracelet Franges, pulseira inspirada nos raios de sol.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Fabergé, o joalheiro dos czares russos

Fabergé (1842-1917) foi uma família de joalheiros russos de descendência francesa, famosos por seus objetos de arte, principalmente pelo trabalho com esmaltação, uma técnica que usa pó de vidro de cores diferentes e óxido de certos metais, que normalmente são aplicados sobre uma peça de ouro e logo depois levados a altas temperaturas, criando uma superfície como a do vidro.

A família Fabergé saiu da França quando o rei Luis XIV revogou o Édito de Nantes em 1685, com isso, voltaram as preseguições religiosas e os protestantes tiveram que fugir para a Prússia, Grã-Bretanha e Suiça. Os Fabergé passaram dois séculos pela Europa até se fixarem em São Petersburgo na Rússia. Como já havia tido experiência como aprendiz de ourives, em 1842, Gustav Fabergé abriu sua primeira loja.

Em 1861, Peter Carl Fabergé (1846-1920) juntou-se a seu pai como aprendiz e logo depois foi estudar design e manufatura pela Europa. Em 1870 ele assumiu total responsabilidade pela loja e fazia questão de que todos os objetos e jóias produzidas estariam de acordo com a moda parisiense do momento.

Por volta de 1885, Agathon juntou-se a seu irmão mais velho, a partir daí os Fabergé mudaram o foco dos negócios para somente objetos de arte ao invés de joalheria, com objetivo de criar peças de deixariam sua marca na história. O novo trabalho incluía objetivos de decoração, como: miniatura animais esculpidos, flores em lacquer e famosos ovos. Também havia um linha com objetos mais funcionais como: caixinhas, óculos para ópera, abridores de carta e vasos. Logo Fabergé se tornou o joalheiro mais procurado pelos czares e pela nobreza russa.

Imediatamente seu trabalho foi reconhecido mundialmente, quando em 1900 receberam o prêmio (Legion of Honour) na Exposição Internacional de Paris. Em seguida, novas lojas em Londres e Paris abriram suas portas. Até meados da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o comércio prosperava, mas em 1917 com o estouro da Revolução Russa, os Fabergé pararam sua produção e mudaram-se para a Suiça.

Fabergé contribuiu para a história da joalheria de diversas formas, com peças construídas de maneira minuciosamente perfeita e delicada e principamente pelos ovos Fabergé, obras-de-arte em miniatura, feitos com a técnica de esmaltação, muitos cravejados em diamante de lapidação rose-cut, muito peculiar da época e havia também grande influêcia chinesa e japonesa. Fabergé é sempre será um objeto de desejo dos colecionadores e apreciados da arte-joalheria russa.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A excêntrica Victoire De Castellane

Victoire De Castellane é a excêntrica diretora de criação da Dior Haute Joaillerie desde 1999, quando recebeu o convite feito por Bernard Arnault do grupo LVMH, atual dono da marca. A designer tem em seu currículo 14 anos de trabalho com Karl Lagerfeld na maison Chanel, onde criava as bijoux da marca.

O trabalho de Castellane é totalmente inusitado, é realmente uma obra de arte, muitas peças paracem ser até bijouteria, pois é incrível como a designer consegue transformar a realidade ao seu redor, como: flores, plantas, frutas ou insetos em uma jóia enorme, com cores tão vibrantes e com tanta vida. Seu escritório é repleto de objetos que a trazem inspiração, como: toy art, comidinhas de borracha, fios de plástico coloridos, borboletas, miniaturas e personagens da Disney. Segundo Castellane, uma jóia tem que ser criativa, não basta ter apenas um valor monetário.

Victoire De Castellane
: "...eu não tenho a sensação de estar trabalhando e sim, brincando, mas com coisas reais"

Apresentando.....um gênio por trás da Dior Haute Joaillerie. Voilá!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

"The Cult of JAR" - Joel Arthur Rosenthal

Joel Arthur Rosenthal, é um ultra-exclusivo artista contemporâneo francês, famoso por suas belíssimas jóias em pavé. Em 1977 ele abriu discretamente JAR (não há vitrines) juntamente com seu parceiro Pierre Jeannet na Place Vendôme em Paris. Eles produzem apenas de 70 a 80 novas peças por ano. 

Nascido no Bronx em 1943, estudou história da arte e filosofia em Harvard. Após se formar, mudou-se para Paris, onde tentou a vida fazendo bicos até trabalhar para a joalheria Bulgari, sua passagem por lá foi rápida, mas suficiente para aprender o segredo das jóias. Seu trabalho logo ficou conhecido por suas cores vibrantes e formatos diferenciados. Suas peças são famosas por usarem liga escuras de metais (imagine ouro oxidado) e por serem extremamente finas.

O artista se recusa a fazer qualquer tipo de propaganda e sua loja em Paris não costuma manter os horários comerciais. JAR é um dos designers mais procurados em leilões de joalheria nos dias de hoje e tem como clientes: Elizabeth Taylor, Ann Getty, Elle MacPherson, Ellen Barkin, entre tantas outras. Não é atoa que ultimamente anda-se falando sobre "culto de JAR"!

Imagens:
Figura 1: Cabochon de esmeralda de 39.74 carats com pavé de esmeralda ao redor. Feito em prata e ouro. Valor estimado: U$120,000.00
Figura 2: Anel de diamante lapidação "old mine" de 10.12 carats. Valor estimado: U$300,000.00
Figura 3: Anel de ametista esculpida e cabochon de esmeralda - Valor (Leilão da Christie's 2006): $20,400.00. Anel de hidrogrossulária esculpida com diamante oval de cor amarelada de 2.25 carats. Valor (Leilão da Christie's 2006): U$42,000.00


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

As jóias de Dali

Acredito que são poucos aqueles que sabiam da contribuição de Salvador Dali (1904 - 1989) ao mundo da joalheria. O pintor nascido em Figueres na Espanha, foi líder do movimento surrealista e tornou-se famoso pelas suas pinturas figurando relógios derretidos. Dali também não resistiu aos encantos das gemas e metais preciosos e usou as jóias como um veículo para expressar seu talento.

Figura 1: "Eye of Time" broche - relógio e olho cravejado com diamantes.

Salvador Dali começou a se aventurar como criador por volta de 1938. Ele fazia questão de escolher pessoalmente todas as gemas que seriam usadas, não só pela qualidade e cor, mas sim pelos sentimentos que as pedras causavam no pintor. Os temas das peças eram similares ao de suas pinturas: religião, mitologia, natureza e surrealismo. O trabalho de ourivesaria era executado pelas mãos do espanhol erradicado em Nova York, Carlos Alemany, o qual tinha o dom de capturar a visão do pintor de suas telas e transformá-las em lindas peças.

Em 1958 a coleção foi comprada pela Owen Cheatham Foundation, que expôs mundialmente as peças para angariar fundos para caridade. Hoje, as peças originais encontram-se no Teatro-Museo na cidade natal de Dali.

Para quem tem interesse, imitações (produzidas com cristais e zircônia) podem ser adquiridas no The Dali Museum na Flórida.
Figura 2: "Ruby Lip" broche - Lábios de rubi e dentes de pérolas.